Demitido na madrugada desta segunda-feira, o técnico Emerson Leão não pôde se despedir dos jogadores do Atlético-MG. Alegando uma questão de ética, uma vez que o clube já acertou a contratação de Celso Roth, o treinador deixou um agradecimento para o capitão Marcos repassar aos jogadores, em pronunciamento da manhã desta segunda na sede administrativa do clube, em Lourdes."Queria comunicar aos meus atletas que, infelizmente, não vou ter a oportunidade de falar com eles, porque hoje (segunda-feira) assume o novo treinador e, por ética, acho importante que os jogadores fiquem sozinhos com ele", afirmou Leão. "Me dirijo ao capitão Marcos, com quem não tive oportunidade de falar, apenas um pouco ontem (domingo), com suspeitas, que dê um abraço a todos os jogadores", acrescentou.
Na sua terceira passagem pelo Atlético, o treinador perdeu em quatro oportunidades, três delas para o Cruzeiro e uma para o Vitória, na semana passada, pela Copa do Brasil. Leão, que na última sexta-feira afirmou que não havia jogadores "pipoqueiros" no elenco do Atlético, agradeceu aos atletas pela dedicação.
"Estou me despedindo dos meus jogadores, agradecendo aos jogadores de uma forma geral, que se dedicaram a toda prova, conseguiram fazer não só um embrião, mas uma formação muito boa, uma estrutura de uma equipe", salientou.
Leão avaliou positivamente o desempenho dos jogadores no empate em 1 a 1 com o Cruzeiro, neste domingo, ainda que a equipe não tenha conseguido tirar a vantagem do Cruzeiro, que goleou o Atlético, por 5 a 0, no primeiro jogo da final do Estadual.
"No último jogo em que eu os dirigi, tive um imenso prazer de dirigi-los, porque são todos homens, dedicados, profissionais e ontem (domingo) mostraram, apesar de não termos vencido a partida, mas com dez homens foram gigantes e, portanto, meus parabéns à distância", observou o treinador, lembrando que o volante Carlos Alberto foi expulso aos seis minutos do segundo tempo do empate por 1 a 1 com o rival.
Leão despediu-se também dos funcionários. "Nunca deixamos de trabalhar, nunca deixamos de transpirar, para que nenhum atleta, nenhum funcionário fosse relapso. Quero dizer que trabalhar comigo é muito fácil. Aqueles que gostam de trabalhar gostam de estar comigo. Aqueles que não gostam de trabalhar, em qualquer função dentro de uma equipe, obviamente não sentirão saudades", ressaltou o polêmico treinador.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário